Apesar de termos apenas um dia para enaltecer a graciosidade e força do ser, é de suma importância entender a sua histórias, suas conquistas, e sua batalha diária em contextos, muitas vezes, desfavoráveis e misóginos.
O dia da mulher, 8 de março em seu resgate histórico, gera controvérsias quanto ao real fato motivador da homenagem. Apesar de existir uma versão mais conhecida; incêndio da fábrica têxtil em Nova York, por meados de 1900, a data carrega consigo a marca da luta proletária feminina.
Dentre os acontecimentos relacionado ao 8 de março temos:
“O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora é considerado como uma jornada de luta feminista em todo o mundo em comemoração do dia 8 de Março de 1908, data em que as trabalhadoras da fábrica têxtil ‘Cotton’, de Nova York, declararam greve em protesto pelas condições insuportáveis de trabalho. Na sequência disso, ocuparam a fábrica e o patrão prendeu-as lá dentro, fechou todas as saídas, e incendiou a fábrica. Morreram queimadas as 129 trabalhadoras que estavam lá dentro.” (Victória Sal, Dicionário ideológico feminista, 1981).
“Uma manifestação espontânea — levada a cabo por trabalhadoras do setor têxtil da cidade de Nova York, em protesto contra os baixos salários, contra a jornada de trabalho de 12 horas e o aumento de tarefas não remuneradas — foi reprimida pela polícia de uma forma brutal (8 de Março de 1857). Muitas jovens trabalhadoras foram presas e algumas esmagadas pela multidão em fuga. Cinquenta anos mais tarde, no aniversário dessa manifestação, esse dia é declarado, em sua memória, o Dia Internacional da Mulher.” (Temma Kaplan, On the socialist origins of International Women’s Day, Feminist studies 11, n.º 1, 1985, p. 163)
A 8 de Março de 1917, as mulheres russas amotinaram-se devido à falta de alimentos, acontecimento este fundamental para o início do movimento revolucionário que viria a concretizar-se na chamada Revolução de Outubro, e que marcaria definitivamente, até a atualidade, o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher. (Informações: On the Socialist Origins of International Women’s Day retiradas de Ana Isabel Álvarez González (1999), Los orígenes y la celebración del Día Internacional de la Mujer, 1910-1945. KRK — Ediciones Oviedo.)
Nessa perspectiva, 8 de março traz à tona, a persistência na luta pela causa feminina, a esperança da igualdade dos papéis sociais, a valorização profissional, e principalmente, a luta pelo respeito. Pois, se trata de uma parcela mais vulnerável da sociedade, não sendo necessárias estatísticas para comprovar o obvio.

 

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