A atual conjuntura política do Brasil não é das melhores. No final da corrida presidencial os dois candidatos também prestigiam as duas maiores rejeições do eleitorado. Como isso é possível só acompanhando a política brasileira desde o início do século XXI para entender.

Durante a eleição uma terceira alternativa foi apresentada, o cearense Ciro Gomes, do PDT (Partido Democrático Trabalhista). O pedetista então se dispôs ao Brasil como escolha para os adeptos ao anti-petismo e protestantes do bolsonarismo.

Dentre as suas propostas do plano de governo ele se destacou pelo Programa de refinanciamento dos endividados do SPC e na Serasa, plano de Escola Profissionalizante de Tempo Integral e um pouco mais discreto no Plano Emergencial de Empregos.

Acontece que sua trajetória próxima ao PT e consequente explosão do fenômeno de Bolsonaro foram fatores que dificultaram sua reação na eleição. Terminou com 12,47% dos votos computados.

Porém, para Ciro nem tudo pode ter acabado.

Ciro no 2º turno?

Muito se projetou em Ciro no 2º turno em virtude de ganhar de todos os outros candidatos em um eventual confronto. O que ainda é possível.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 77, § 4º: “Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.”. Por consequência, a renovação da candidatura de Ciro Gomes.

Logo, caso Haddad venha a desistir da eleição, Bolsonaro não é automaticamente vencedor, Ciro Gomes seria convocado para decidir quem seria o novo presidente do Brasil. A própria vice de chapa Kátia Abreu alegou a possibilidade nessa semana.

Nunca aconteceu na história do Brasil tal feito. Mas com a primeira pesquisa oficial pós 1º turno apontando Bolsonaro como grande favorito com 16% de vantagem sobre Haddad, uma eventual desistência do candidato do PT poderia mudar os rumos das eleições, e quem sabe do Brasil.

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